Publicado por: Ademar Tavares | Novembro 6, 2008

Mulheres

No decorrer da minha vida, quatro mulheres me acompanham. Umas chegaram mais cedo que as outras mas todas elas tem a sua importância na minha vida.

A primeira era alta, um tanto magra, branca cor do leite desnatado da parmalat caixa longa vida, cabelos negros que enrolavam levemente nas pontas, usava óculos verde com uma armação “nerd”, silhueta quase de modelo. Os olhos pareciam meio perdidos na imensidão de cada momento. Tinha um sorriso discreto, geralmente nem chegava a mostrar os dentes mas quando aparecia desvelava a delicadeza de labios finos como que desenhados a mão.

Nunca esqueço do momento que eu percebi que não poderia mais viver sem ela…

“na verdade eu sou muito preguiçoso…”

“eu odeio preguiça.”

Nunca me senti tão confortável com uma cortada tão explicita. hoje em dia ela ainda reclama que eu ainda continuo muito preguiçoso e, nesse meu estado, lhe dou pouca atenção, mas os nossos momentos juntos são simplesmente sublimes! nossa relação é aberta e devo confessar que me satisfaço mais ainda quando outras pessoas participam, é como se fizessemos uma viajem impossível, que nos levará a lugar algum, mas que sempre valhe a pena.

Alias valhe a pena não só com ela como também como a “fortinha” (uma gordurinha saudável, gostosa de apertar) de cabelos castanhos e curtos, as bochechas um pouco salientes, sorriso fácil e tatuagem de estrela no pescoço. minha chorona!

Confesso que tento controla-la o tempo todo, não no sentido de posse, mas no sentido de governa-la quando de repente ela me surpreende totalmente me deixando sem palavras nem ações. Fazemos um jogo as escondidas onde eu dou as cartas mas ela ja marcou todo o baralho.

Acho que ela é que mais entende de mim, nem é bem enteder a palavra certa… mas é a que mais sabe de mim, é a que mais tem de mim e é a que mais cedo notei a necessidade.

Ja a atualmente ruiva foi a última a chegar. Ela tem a cor do Brasil, uma mistureba toda que deixou ela daquele jeito, a estatura é mediana, bebe, parou de fumar (até onde eu sei), é magra, o olha simplesmente me atravessa, olha tão intensamente no fundo dos olhos que parece que está lendo o seu código genético, mas não é isso o que ela quer…

Ela não gosta muito de sorrir, mas comigo ela dá la suas gargalhadas. Eu nem lembro bem quando ela veio, só sei que la ja tava a algum tempo ali, me olhando, me observando, até que um dia, na faculdade que mais tarde eu abandonaria, eu notei a sua existência e desde então ela não sai mais de mim. Acredito tanto nela que chego a duvidar…

Por fim, essa morena de olhos tão fechados quanto os meus, de cabelo meio curto, picotado, roupas por vezes extravagantes e parceira de all-star, de um corpo torneado pelo melhor do que a genética podia lhe propor, que é muita cheirosa apesar do cheiro do alcool, que se movimenta pelas dúvidas que lhe pairam, pela sua insatisfação incontrolável, pela dor, pelo errado.

ela nem pediu licensa, só lembro que começamos mais ou menos com“E mesmo com tudo diferente veio um medo de repente e uma vontade de ser ver” e la pelas tantas ja sussuravamos em algum canto escuro “I wanna fuck you like a animal”

só sei que vez em quando a nossa paixão se reacende com intensidade inimaginavel assim como temos nossos momentos de desempolgação, mas nunca, jamais seria capaz de abandona-la, ela ja é parte de mim.

As mulheres as quais eu não vivo sem: Pensar, Sentir, Psicologia e Música.

E quando acaba em orgia, prazer é uma palavra insuficiente para definir o momento.


Respostas

  1. que declaração linda.

  2. Entre tantas paixões… as verdadeiras e eternas.
    Gostei muito do blog.
    Bjus


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